segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Visitas de antigamente

Tia Y. é uma das integrantes do Clube das Octogenárias. É uma graça de pessoa, totalmente sistemática e louca, mas um amor de pessoa e uma ótima mão pra doces. Ela gosta de conversar, de fazer tricô e de tomar uma cachacinha de vez em quando. Eu sempre gosto de ouvir as histórias dela. Em geral, são de mil novecentos e antigamente e são ótimas.

Outro dia ela estava contando da rotina da tia que a criou. Todas as noites, a Titia se arrumava toda e ia visitar alguém. Qualquer um que fosse amigo. Ela escolhia um dos seis sobrinhos mais novos para acompanhá-la. Em geral, era o que tinha se comportado melhor durante o dia. O sétimo sobrinho, o mais velho, era encarregado de ir buscar a Titia, pontualmente, às 21h.

Nessas visitas, sabia-se quem estava doente, que tinha viajado, quem ia se casar. Se, na casa de um, Titia ficasse sabendo de algo sobre outra pessoa, era ela a escolhida para receber a visita no dia seguinte. Podia ser uma visita de pêsames, de condolências, de parabenização. Qualquer motivo era motivo pra fazer visitas aos amigos e vizinhos.

Essas visitas vieram porque, antes, havia uma espécie de rede social bem longe das tecnologias atuais. As pessoas se conheciam e, em vez de deixar um scrap na página do Orkut ou do Facebook, a pessoa ia lá, na casa dos amigos, jogar conversa fora. Não havia MSN, que dirá telefone... Pra saber como estava fulano, ou você conversava com ele, ou com alguém da família, ou com alguém que tivesse conversado com eles e passava a notícia pra frente.

Hoje, temos um grande número de amigos nas nossas redes sociais. A minha tia bisavó tinha inúmeros amigos no mundo real. A impressão que tenho é de que, sem tecnologias, ela tinha mais amigos de verdade do que eu tive em toda a minha vida, on e off-line. Tia Y. conta, também, das visitas que Titia recebia em casa. Eram adultos e jovens. Minha tia bisavó era muito brava, mas muito querida. Até quando ela estava velhinha, quase sem enxergar, os amigos de antigamente vinham vê-la.

Não sei se o problema foi a minha criação (meu pai é avesso a pessoas visitando a sua casa e nem nos deixava livres pra ir à casa de quem quiséssemos). O fato é que fazer visita parece ser uma coisa tão distante, tão fora da minha realidade... Vejo tia Y. contar que na semana passada recebeu a visita de um amigo que ela não via há muitos anos. Ele bateu à casa dela e o tema da conversa foi aquele tempo que passou e que não volta. Abriram gavetas, tiraram de lá cheiros, sensações e emoções que ficaram bem guardadinhos, lá naquela arca de carvalho que tinha sido da mãe da minha tia bisavó.

O cheio de saudade é bom...

E você? Faz visitas como antigamente?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mas que beleza é uma partida de futebol*

Já comentei aqui uma vez que adoro futebol.

Tudo começou quando fui morar em BH, num prédio cheio de crianças da minha idade. Mas só tinha meninos... Eles viviam jogando futebol e eu, querendo participar daquela farra, comecei a jogar com eles. Levava botinada, bolada, safanão, ficava roxa e feliz. Um dia, um deles perguntou pra que time eu torcia. Eu nem sabia que existia isso, perguntei quais times tinham. Ele me disse "Atlético e Cruzeiro". Como cruzeiro era o nome do dinheiro da época, eu escolhi torcer pro Atlético.

A partir daí, virei torcedora mesmo. Além de jogar com a galera do prédio, eu discutia futebol com eles de igual pra igual. Sabia a escalação do Galo, lia os cadernos de esportes, tinha camisa oficial e tudo o mais. Quando eu resolvi fazer jornalismo, minha primeira ideia (arre! ditongo aberto sem acento não é de deus não) era cobrir futebol. Eu já conhecia muito bem a área, então estava feita.

Mas aí o tempo foi passando, outros projetos foram surgindo e eu lá... deixando os cadernos de esportes de lado, sem mais saber quem era o reserva da lateral esquerda e o nome do massagista do time. Continuei torcedora, vendo os jogos aos domingos, sofrendo com as derrotas de sempre, aguentando as piadinhas gerais.

Aí eu conheci Namorado. Antes mesmo dele virar namorado, falei que adorava futebol e ele já fez aquela cara de desprezo. Aí, contei pra ele que o sujeito anterior tinha terminado comigo, dentre outros motivos, porque eu gostava de futebol. Bom, essa é outra história. Namorado ficou tocado com essa parte trash da minha vida. Começamos nosso namoro com essa coisa estranha: ele odiando futebol e eu adorando.

Daí que, no ano passado, um amigo comum começou a chamar Namorado pra ir com ele ver futebol nas noites de quarta-feira. Como era sempre num bar, com muita cerveja, ele topou. E, de uma hora pra outra, começou a gostar de futebol. Eu deveria adorar isso. Juro que deveria. Mas ele resolveu torcer pro arqui-rival do Galo, o Cruzeiro. Sim, aquele time que eu desprezei aos seis anos de idade porque tinha nome de dinheiro.

Ele comprou camisa, virou sócio-torcedor, vai ao Mineirão. No ano passado, quando Galo ficou lá, entre os primeiros durante o ano todo e, no final, cedeu a vaga ao Cruzeiro, veio ele me dar uma flanela de presente e cantar "Ei, flanelinha, eu já sabia que essa vaga era minha" no meu ouvido.

E hoje, eu, que adoro futebol, estou em casa, abandonada. Ele me largou aqui e foi pra BH, pro Mineirão, pra ver o jogo do time dele, tentando manter a vaga pra Libertadores.

Onde foi que eu errei?

*Partida de Futebol, do Skank.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Na escola outra vez

Inspirada pela Bel e seus 17 anos, acabei me lembrando dos meus tempos de escola. Deu saudade.

Eu adorava ir pra escola. Acho que era mais porque a minha família é muito maluca, então estar na escola era uma ótima maneira de estar longe dos doidões. Eu chorava pra ir pra escola. Tinha dois anos quando fui na festinha de aniversário da minha irmã mais velha e adorei. A partir daí, virei aluna ouvinte na pré-escola. Por ser tão novinha, virei atração na escola. Isso durou até o terceiro período, quando eu mudei de escola e virei uma criança normal.

Minha primeira dificuldade na escola foi por causa da Xuxa. Eu odiava a Xuxa e todas as meninas amavam. E decidiram que não iam mais conversar comigo. Eu achava que tudo bem, quem ligava pra Xuxa? Isso durou só dois dias. Comecei a chorar por ser tão isolada (eu tinha sete anos nessa época) e acabei implorando pra minha mãe comprar um disco da Xuxa e os prendedores de cabelo iguais aos dela, pra mostrar pras coleguinhas. Aí, voltei a ser aceita na sala. Nunca mais falei mal da Xuxa.

Em outra escola, o problema comigo era o sotaque. Mudei pro Nordeste e todo mundo ria do meu mineirês. Todos os professores comentavam, os colegas riam... Acabei forçando pra falar com o sotaque deles. A sequela que ficou foi o 60. Até hoje eu falo sééééssenta, enquanto o povo de Minas fala sêssenta.

De volta a Minas, passei a ser aquela que todo mundo procurava em dias de provas. Eu não importava em passar a cola pra ninguém. Aliás, eu não falava nada pra ninguém, mas deixava a minha prova bem à vista. Eu achava ótimo ter aquele momento de "amor repentino", já que durante o resto do tempo eu era só mais uma. Nunca estive entre as pessoas com mais amigos, com mais pretendentes, era das últimas a ser escolhidas no handbol. No vôlei eu até jogava direitinho, mas não cresci como o resto das meninas e virei levantadora reserva do time da escola. No handbol eu jogava na lateral esquerda. Um dia, acabei caindo no gol. E aquela garota não simpatizava comigo quebrou, numa bolada, o meu dedinho da mão esquerda. Eu queria muito bater nela, mas não tinha nem metade do seu peso. Fiquei quietinha, na minha...

No final da oitava série, quase todo mundo saiu da escola. Eu também. Fiz um concurso pra uma escola pública que, na época, era muito boa. O "vestibular" era mais concorrido que alguns cursos da UFMG. Passei e fui apresentada a outro mundo. Os alunos eram, cada um, de um canto diferente da cidade. Aprendi a conviver com pessoas que tinham formação muito diferente da minha. Foi de lá o meu primeiro namorado, que me chifrou com todas as mulheres do mundo. Depois da traição, ainda convivi três anos com ele, encontrando todo dia e sofrendo, calada. Foi nessa escola que aprendi que havia vida além do meu bairro, e vida com muita diversidade.

Nessa época, eu ampliei meu tempo de escola também. Estudava de manhã e arrumava um monte de aulas extras e projetos de professores pra fazer à tarde. Até pro coral da escola eu entrei, e olha que eu nem sei o que é afinação... Só não fui pro grupo de teatro porque meus pais não deixaram. Lembro com saudade das aulas de inglês, cheias de músicas, dos jogos nos intervalos, das gincanas em que minha turma fazia mutirões, das excursões, dos amigos que eu fiz.

Na escola em que estudei da sexta à oitava série, eu voltava sempre para votar. Subia de novo as escadas que antes eu subia voando, andava pelos corredores que eram pistas de corrida e entrava de novo na sala onde vivi os melhores anos da minha vida. E vejo a minha sétima série de volta. As paredes, as cadeiras, o quadro... as mesmas sensações de alegria me voltavam ao entrar de novo lá. Naquela escola, eu era a caxias gente boa que deixava todo mundo olhar minhas provas. Podia não ser da turminha popular, mas me sentia em casa. Até hoje encontro com os professores. Eles me chamam pelo nome, conhecem meus irmãos e lembram de histórias daqueles tempo.

Depois que saí de BH, nunca mais voltei na escola. Transferi meu título de eleitor pro interior e deixei lá em BH a primeira noção de família.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Limpando gavetas

Eu nem me lembro direito quando foi que ganhei meu primeiro aparelho de CD. Só lembro que veio uma bronca federal junto. Isso porque eu pedi de aniversário pro meu avô um CD player portátil individual. Ou seja, só eu podia ouvir. O meu pai ficou uma arara comigo por causa disso. Egoísta foi a palavra mais bonita que ele me disse.

Daí comecei a comprar um cd aqui, outro ali. A coletânea do Chico Buarque... tudo que saía dele em cd eu ia lá comprar. E dos Beatles. E outras coisas aleatórias. Sempre que dava, lá estava eu ouvindo música e cantando. Outros cd players vieram, nunca mais um individual... E a minha pilha de cds só ia aumentando.

E um dia, apareceu um aparelho de mp3 na minha vida. Daí que eu encodei várias músicas que eu queria. E veio outro, e mais outro, e finalmente o iPod. ´

Foi com o iPod que eu percebi que não ouvia mais os meus cds há anos. Eles ficavam lá, dentro de uma gaveta, arrumadinhos, em ordem e sem uso. Isso me deixou incomodada. E eu decidi radicalizar.

Encondei todos. Menos aquele de axé que eu ganhei da então namorada do meu tio quando fiz 15 anos e que sempre odiei. E deixei os cds embaladinhos, pra doar. Não sei se alguém gostaria de ganhar. Mas perguntei prum sujeito que trabalha numa rádio e ele adorou levar. Só salvei os Chico, os Beatles e os de trilhas de cinema. O resto, vai fisicamente embora. E fica só no mundo virtual. A gaveta ficou praticamente vazia.

Foi então que olhei pros meus livros. O tempo suficiente pra pensar que nenhum kindle ou algo parecido vai fazer com que eu os tire das prateleiras e mande pro limbo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma segunda-feira no parque

Perto daqui de casa tem uma praça ampla, com uma pista para caminhada e um parquinho. Nesse período de férias, fica lotada. Eu tenho ido caminhar lá todo dia. Chego às 19h e ainda está lotado, já que o sol ainda está alto. É um pra caminhar e também pra rir.

- Tem os pré-adolescentes que ainda têm um pezinho na infância. Eles sobem na parte mais íngreme da praça e descem o morrinho com a bunda na grama. Saem rolando e tendo ataques histéricos de riso.

- Tem as criancinhas que gritam, correm, caem e choram. Hoje tinha um garotinho com uma daquelas motinhas elétricas. Ele chegou se achando. A única motinha elétrica do pedaço. Mas ela anda bem devegarinho, e por ele passou o garotinho do patinete, na maior velocidade. mocinho motorizado não pensou duas vezes e começou a andar com a motinha como se fosse um patinete. Resultado: não conseguiu controlar o veículo (tava parecendo um bêbado), caiu, ralou o joelho e começou a chorar. Só parou quando o outro garotinho ofereceu o patinete pra ele. Quem deu a motinha motorizada pra ele deve ter ficado frustrado: ele só queria um patinete.

- Tem as meninas do rímel. São três garotas que vão fazer caminhada maquiadas como se estivessem indo pra balada. Ficam, literalmente, correndo atrás dos gatinhos (que praticamente não existem no lugar).

- Tem os caras da contramão. Hoje eram sete. A caminhada tem um fluxo, anti-horário. E vêm os manés que andam e correm na contramão, atrapalhando quem está na sua e que não quer atrapalhar ninguém. Tenho uma teoria: quem anda na contramão quer é ser visto. Se andar no fluxo, quem é que vai reparar neles? Vou falar isso amanhã pras meninas do rímel.

- Tem o mané da contramão que, além de atrapalhar todo mundo, ainda começa a gritar os amigos que passam pela rua. Hoje, ele gritou por um amigo que estava láááááá na frente, de moto (e com capacete), conversando com outra pessoa. O mané gritou, assoviou, gritou de novo... Não descansou enquanto o motoqueiro não virou e deu "tchauzinho". Um escândalo... só por um tchau.

E isso, porque é segunda-feira. Quarta, que é o dia mais movimentado, tem mais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Arauto

Eu devo ter a cara mais feia do mundo. Se não a mais feia, a mais séria, a que mais mete medo.

Explico. Trabalho num lugar bacana, com chefes bem legais. Eles confiam bastante em mim. Tanto que sempre me chamam pra dar as notícias ruins pros outros.

Por exemplo: é pra dar bronca em cliente? Chama da Lile. Puxar orelha de estagiário ou funcionário? Lile. E a Lile ganha mais por isso? Não. Nem um centavinho. Só um "muito obrigado, você é ótima" de vez em quando. Até mesmo pra demitir alguém, me chamam. Adivinha como foi? "Só você vai conseguir falar tudo". E lá vou eu.

Não sei o que tenho de errado. Não entendo porque sou o arauto de tanta notícia ruim. Acho que é porque todo mundo me respeita lá, chefes, empregados, estagiários, equipe de apoio. Não, eu não sou a mais velha, nem a mais experiente. Mas tenho alguma coisa diferente. Eles param pra me ouvir. E fazem praticamente tudo que eu quero. Será que é feiúra? Tipo cara de fome? Não é a voz, que não é grave, nem forte. Não é a altura, que sou baixinha. A única opção é feiúra mesmo.

É bom sentir que um monte de gente te respeita. O ruim é saber que, no meio do respeito, existe também um pouco de medo. Caraca, eu causo medo em certas pessoas... Isso me assusta um tantão assim, ó!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pedacinhos

- Redescobri o Chokito. Alguém lembra dele? Leite condensado caramelizado com flocos crocantes, coberto com o delicioso chocolate Nestlé. Não é o chocolate nem são os flocos crocantes que me pegaram. Foi o leite condensado caramelizado. Muito doce, mas bom a beça. Fez a diferença no meu final de 2009.

- Para o reveillon, fiquei 14 horas dentro de um carro, cortando estradas de Minas até chegar em Goiás. Levei Ipod, palavra cruzada, livro e nada fez ver o tempo passar rapidinho. Aí, fiquei imaginando uma história pra escrever um dia. Como eu gosto de livros de mistérios e crimes, pensei em um carro na estrada, numa retona. Lá na frente, o motorista vê uma espécie de explosão dentro de um carro e, logo em seguida, a porta de trás se abre e um corpo é jogado na estrada. O motorista do carro de trás consegue anotar mais ou menos a placa do carro e tenta socorrer o baleado, mas não tem jeito. Ele morre sem falar uma palavra, sem um documento, sem nenhuma identificação. E aí.... a minha imaginação travou. Alguém topa continuar? Ou dar alguma ideia (odeio ditongo aberto sem acento!)?

- Ao cruzar a fronteira Minas/Goiás, eu tive que escutar Pedra Letícia (Camioneta zera) e cantar junto "sim, eu sou goiano, mas eu sou urbano". A cada dia, gosto mais de Goiás.

_ Lendo três livros ao mesmo tempo. E o vento levou..., que tem 960 páginas e eu ainda estou na 758. Orgulho e preconceito, porque eu gosto de Jane Austen, apesar de achar que a tradução está beeeeem ruizinha. E, finalmente, O símbolo perdido, que me foi oferecido pelo sogro no começo desse ano. Não tinha como negar, acabei pegando e começando logo a ler. Tô quase no finzinho. A história tem sido bobinha, como todas as do Dan Brown que eu li, mas o jeito dele fazer suspense me prende no texto. Aí, quando eles terminarem, volto pra leitura exclusiva de comunicação. Afff... preguiça.

- Vi Avatar 3D. Um milhão de anos depois da última vez que fui ao cinema, só esse filme bobo pra convencer Namorado a ir comigo. Reconheço que o 3D me impressionou. Estava acostumada àquele 3D da década de 80, dos óculos coloridos. Mas o que eu mais gostei do filme foi o trailler de Alice (veja no Cinema em Cena). Eu sou apaixonada pelo livro. Li a versão original com sete anos (ganhei de uma tia doida que achou que era livro pra criança) e odiei, claro. Reli uns dois anos depois e adorei. Virou um dos meus livros favoritos. Alice no país do espelho também é muito bacana. Enfim, tô ansiosa pra ver Alice na telona, de preferência em 3D. Vai ser show.
Ah.... eu tava falando é de Avatar, né? É igual Pocahontas, só que em outro planeta e com alienígenas. Quem não foi ver, vai só na sessão 3D. Porque sem os efeitos, é só a historinha idiota do bem (fraquinho) contra o mal (fortão) e o bem (todo coração) ganha. Típico.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Na cozinha

Então que eu resolvi cozinhar. No meio dessa correria toda de final de ano (folga da empresa a partir de segunda e eu trabalhando até agorinha mesmo), bateu uma vontade enorme de comer rabanada.

Peguei a receita no caderno da vovó. Um bem velhinho, bem acabadinho, mas com cada receita boa... O problema é que elas são incompreensíveis. O que é, por exemplo, uma pitada? E pimenta a gosto? A gosto de quem? No meu gosto não entra pimenta. E o que é uma colher cheia? Ou bem cheia? Qual a diferença? O caderno da vovó é cheio de termos estranhos. E sem quantidades especificadas. Por exemplo, é pra fritar as rabanadas no óleo levemente quente. Que que é isso, meodeos?

De qualquer forma, deu certo. Foi uma delícia! Ficou um bagunça básica na cozinha, mas as rabanadas valeram a pena.

Ainda mais que, pela primeira vez depois de anos, a véspera do Natal teve um clima mais agradável. O vovô ainda faz muita falta. Mas pelo menos aprendi a fazer as rabanadas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Atualizações

Mais de um mês depois, estou de volta. Vamos colocar algumas coisas em dia?

1 - Viagens
Passei quase a metade do mês de outubro e quase todo o mês de novembro viajando. Cidades de Minas e outros estados. Cansei. Não tive tempo pra nada...

2 - Livros
Estou lutando para concluir O Castelo, de Kafka. Me falaram que era um ótimo livro para entender a loucura e, quando mais eu leio, mais sinto que vou enlouquecendo com ele. Está há um bom tempo na minha bolsa, me acompanhando pra tudo quanto e lado. E eu não consigo terminar, de tanto que a leitura mexe comigo.

Comprei ...E o vento levou. 960 páginas de muitas lembranças. Comprei o DVD também. O livro está na cabeceira da cama, lá pela página 160. Como ando sem tempo, ainda vai demorar um tantão pra terminar. Mas a leitura é uma delícia.

3 - Sem anonimato
Recebi algumas mesagens aqui no blog de comentaristas anônimos, em posts antigos. Não gostei de algumas delas e resolvi que agora só comenta quem tiver ID. Democracia é só lá fora.

4 - Mais viagens
Preparando mais uma ida pro Nordeste, mas só pro ano que vem. Espero rever uma cidade que eu adoro e que não vejo já muito tempo.

5 - Sampa
Minhas últimas idas a São Paulo só reforçaram o que eu já sabia. Adoro aquela cidade. Pra ir de vez em quando e pra voltar rapidinho...

6 - Filmes
Não vou ao cinema desde... sei lá. Mas andei adquirindo uns DVDs bacanérrimos. Cidadão Kane, fundamental pra quem gosta de técnica de cinema, ...E o vento levou, que eu já falei lá em cima e que eu amo e Amor, sublime amor, encantador. E Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, do Guy Ritche antes da Madonna.

7 - Outros blogs
Ando sem tempo pra visitar os blogs amigos. Como acontece todo ano, de setembro a dezembro o trabalho me absorve. Mas já está ficando melhor e daqui a pouco eu volto a visitar todo mundo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Tempo, tempo, tempo

Eu queria ter mais tempo.

Sou daquelas pessoas maníacas por relógio. Não tiro o meu (de ponteiros) do punho direito e olho pra ele o tempo todo. No meu quarto tem três relógios, dois digitais e um de ponteiros.

Na sala de jantar, tem um relógio daqueles velhinhos, que toca curtinho a cada 15 minutos e toca bem longo toda hora, pra gente contar as badaladas. Perto da televisão tem outro, tem o do microondas, o do quarto da avó, o do computador, o do celular.

E mesmo assim, o tempo me falta.

Se sobrar um tempinho aí pra alguém, por favor, me enviem. Pode ser por e-mail.